O III Congresso do Tejo tem por objetivo discutir e avaliar as situações mais problemáticas que afetam o nosso maior rio, procurando, de forma construtiva, propor soluções que possam ser tomadas em consideração pelas entidades oficiais.

 

O programa dos trabalhos foi baseado nas conclusões de um Ciclo de 5 Conferências Regionais preparatórias que desde 2015 foram realizadas “por este rio acima”, desde o estuário até à fronteira, identificando problemas e caracterizando de uma forma tão rigorosa quanto possível os aspetos mais positivos e mais negativos.

 

Todos os rios têm características particulares que os distinguem de todos os outros no que se refere, tanto aos aspetos da sua fisiografia e regime hidrológico, como à relação que as comunidades humanas com eles estabelecem. No contexto da Península Ibérica, o Tejo reveste-se de características singulares nesses dois planos. Este rio liga um Norte montanhoso e húmido, característico dos afluentes da sua margem direita, com um Sul mais plano e semiárido, próprio dos afluentes da sua margem esquerda. No plano histórico e cultural, corre predominantemente de Este para Oeste, desde os planaltos e serranias de Castela até à orla atlântica de Portugal, ligando a região da “austera” cidade de Madrid à “suave” cidade de Lisboa. Ao longo de todo o percurso são estreitos os laços da população com o “seu” rio e enorme a sua frustração quando o veem sujo e maltratado.

 

Esta dupla articulação Norte-Sul e Este-Oeste fazem do Tejo uma espécie de “alma hídrica” do território peninsular onde tudo, ou quase tudo, de essencial se reflete. Por isso, nunca será demais a atenção que Portugal e Espanha lhe dediquem, procurando resolver e superar os muitos problemas que ao longo das últimas décadas se foram acumulando. Um melhor futuro para o Tejo é necessariamente um melhor futuro para a economia, para o ambiente e para as populações dos dois lados da fronteira.

 

Por isso, o lema deste Congresso é: MAIS TEJO, MAIS FUTURO!